Desafios

TOM: Leiria

Submissão das propostas concluída

Entre 1 e 31 de março esteve aberta a chamada de submissão de propostas de desafios para o TOM: Leiria.

Os desafios selecionados estão indicamos em baixo. Serão dados maiores esclarecimentos  pelos proponentes no encontro do Pré-TOM, agendado para 12 de abril, altura em que as equipas se formarão e  farão as suas escolhas.

No TOM: Leiria queremos que proponentes dos desafios façam parte das equipas de desenvolvimento. Um desafio será melhor abordado quando os conhecedores das necessidades estão por perto.

8 Desafios para a maratona

Desafio 1 – Plataforma de prestadores de serviços de pessoas com deficiência ou incapacidade
Autora: Madalena Ribeiro
De Lisboa
Acompanhamento da Comissão Organizadora: Bruno Giesteira.

O desafio da Madalena Ribeiro consiste na criação de uma plataforma que visa estabelecer o contacto entre as pessoas com deficiência ou incapacidade que necessitam de um determinado serviço e os prestadores desse mesmo serviço.

Os prestadores de serviços como transporte, acompanhamento, serviços domésticos, terapias médicas, entre outros divulgariam na plataforma as suas valências e respetivos custos.

Os clientes vão autenticar-se como pessoas com algum tipo de deficiência ou incapacidade e localizar, na lista de prestadores, o serviço e a localização pretendida. No caso de esse serviço ainda não existir, caberá à plataforma fazer os esforços necessários para que seja localizado um prestador que vá ao encontro das necessidades do cliente.

A plataforma poderá ser acedida através de um smartphone, tablet, pc Windows, mac e até através de um cal-center.

O projeto pretende ser, no futuro, uma empresa social que prestará apoio em Portugal e a nível internacional.

Desafio 2 – Ortótese robótica para atenuação do tremor de membro superior
Autora: Ema Piçarra (para a filha Matilde)
De Linda-a-Velha
Acompanhamento da Comissão Organizadora: João Guerreiro

A Matilde tem 8 anos e Paralisia Cerebral Atáxica. Tem sempre evoluído, ao seu ritmo, sendo agora capaz de acompanhar os seus amigos e colegas em tudo…ou quase tudo (a Matilde tem marcha independente, já corre, comunica normalmente, cognitivamente é excelente).

Mas existe uma dificuldade que até à data é a única que ainda não conseguiu superar e para isso precisa da vossa ajuda e conhecimentos!

A Matilde tem tremores/ mioclonias quando vai realizar algum movimento o que a impossibilita de ser autónoma em funções essenciais como na comida e em todos os movimentos que envolvam motricidade fina.

Em conversas com a Matilde ela diz que gostava de ter um braço que a ajudasse “tipo Robot”. E os pais concordam com ela 🙂 O desejo é que existisse algum suporte que ela colocasse no braço/braços (ela é esquerdina) que travasse os seus tremores.

Desafio 3 – Campainha adaptada económica
Autor: APELA – Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica
Do Porto e Lisboa
Acompanhamento da Comissão Organizadora: Rita Oliveira

As pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) com perturbações na fala e na comunicação que limitam a sua capacidade de chamar por alguém e/ ou pedir ajuda através da fala e cujas limitações motoras impedem a ativação de campainhas convencionais, necessitam de utilizar campainhas adaptadas.

As campainhas adaptadas podem ser ativadas por interruptores (switches) com contacto físico (toque, sinais bioelétricos) ou sem contacto (deteção de movimento, aproximação, calor, som, fala, sopro).

Associado ao equipamento ou instrumentação que recebe o sinal de ativação da campainha, surge também, na maior parte dos casos, a necessidade da utilização de um braço articulado, cuja função é o posicionamento do interruptor ou sensor ao alcance da pessoa.

Estes produtos de apoio são dispendiosos, encontrando-se ao alcance de poucas pessoas. Verifica-se a ausência dos mesmos nas unidades hospitalares e lares por serem caros e por ocuparem espaço, dificultando a logística no tratamento aos doentes.

Para além disso, a ajuda financeira do Estado para a atribuição de produtos de apoio à comunicação é escassa.

O desafio lançado consiste numa solução que substituía ou permita a continuidade de uso de uma campainha adaptada de dimensões pequenas, económica e cuja ativação não necessite de movimentos provocados por um segmento corporal, fala ou sopro.

Desafio 4 – Produtos de apoio para beber, sentar e andar
Autor: Sancho Leonel Araújo Coelho
De Santo Tirso
Acompanhamento da Comissão Organizadora: Rui Teles

O Sancho pretende ser capaz de beber sem ajuda de terceiros; conseguir reduzir os espasmos, quando está sentado, principalmente durante os momentos de refeição, e conseguir um mecanismo que lhe permita ter uma marcha mais segura e autónoma.

Desafio 5 – Sistema básico de Comunicação Alternativa e Domótica controlado por gestos faciais
Autora: Lurdes Martins (para a Bárbara)
De Vila Real
Acompanhamento da Comissão Organizadora: Francisco Godinho

A Bárbara é uma jovem que completa 18 anos em julho, tendo passado toda a sua vida com graves problemas de saúde. Depende totalmente dos pais, e na sua ausência do apoio de uma terceira pessoa, para a manutenção das suas funções vitais e realização de todas as atividades da vida diária.

A sua mobilidade e capacidade de comunicação restringe-se ao movimento dos olhos e de gestos faciais.

Desde cedo começou a experimentar diversas tecnologias de acesso ao computador, Incluindo sistema de controlo pelo olhar e mais recentemente tem experimentado uma solução de reconhecimento de gestos faciais desenvolvida pela sua prima.

Contudo, todos os sistemas de comunicação alternativa, baseados na interação com o computador, implicam, no caso da Bárbara, um moroso tempo de posicionamento do hardware, calibração do sistema e a ela tem pouca paciência para isso.

Além disso, quando utiliza o computador, não deixa de interagir com a pessoa que a acompanha ao lado, usando os mesmos gestos faciais, pelo que rapidamente as aplicações informáticas deixam de cumprir o objetivo desejado.

Assim, o desafio lançado consiste na integração de sistemas de comunicação pictográficos com saída de voz, baseado em digitalizadores de fala portáteis e em Tablet, com funções de varrimento atuados por gestos faciais, que permitam funções básicas de comunicação presencial e à distância (video-chamadas), bem como o controlo de equipamentos em casa como a televisão, rádio e campainha de alarme.

Um requisito relevante no desafio consiste na possibilidade de o sistema permitir que a Bárbara o desative e ative quando quiser, devendo essa ação ser diferenciada do início normal de um sistema de varrimento. A ativação e desativação também deve ser anunciada à Barbara, em formato sonoro e/ou visual.

Será importante também que a solução seja simples, intuitiva, portátil, fácil de montar e posicionar.

Desafio 6 – Comunicação alternativa eficiente e mobilidade elétrica descondicionada.
Autor: John Nascimento
De Vila Real
Acompanhamento da Comissão Organizadora: Francisco Godinho

O John tem dificuldade em comunicar verbalmente. As suas cordas vocais e músculos faciais atrofiaram. Tem dificuldade em fechar os olhos por completo. Consegue mexer o pescoço para os lados, para cima e para baixo (sem tombar). Tem controlo do pescoço. Usa bipap a maior parte do dia.

Usa uma cadeira de rodas elétrica com controlo do lado direito. Precisa de ajuda para posicionar a mão em cima (não consegue levantá-la) e assim ainda consegue movimentar a cadeira para a frente e trás.

Usa um rato convencional de pc com as duas mãos. Não tem movimento dos dedos. Usa um teclado de ecrã para escrever, mas é um processo lento. Utiliza um programa com sintetizador de fala gratuito português (do Brasil). Como tem dificuldades em escrever nem sempre consegue comunicar de forma eficiente, pois tem que escolher palavras-chave, por exemplo: chá, mãe, desliga bipap …

Gostava de ter um sistema de comunicação mais eficiente e compatível com a suas limitações de mobilidade, bem como poder controlar a sua cadeira de rodas elétrica com maior autonomia e menor esforço físico.

Desafio 7 – Kit de Viagem para transferências
Autor: Paulo Bacalhau
De São João da Madeira
Acompanhamento da Comissão Organizadora: António Sá Pereira

O Paulo Bacalhau desloca-se em cadeira de rodas elétrica. Gosta de aventuras sem limites. Lança o desafio de criação de um kit de viagem de fácil instalação, leve e de reduzidas dimensões que lhe permita realizar com segurança a transferência para o carro convencional e dentro do hotel a transferência para cama, sanita e banheira.

E se possível uma solução para a transferência da cadeira de rodas elétrica para a bagageira do carro, pois não quer aventurar-se sem ela.

Desafio 8 – Adaptação de telemóvel para bi-amputados
Autor: Joaquim Sousa
De Ponte de Lima
Acompanhamento da Comissão Organizadora: Francisco Godinho

Em virtude de ser bi-amputado dos membros superiores (amputação total do membro direito e amputação 8/9 cm abaixo do cotovelo esquerdo), tem dificuldades sérias em segurar e manipular um telemóvel. Este constitui um importante instrumento de trabalho para contacto e troca de ideias com colegas de profissão.

No caso dos telemóveis com ecrã tátil, o toque da prótese no ecrã não é reconhecido. É impossível desbloquear o telemóvel, caso tenha o botão de desbloqueio na parte lateral.

Tem dificuldades em retirar o telemóvel do bolso. Caso consiga retirá-lo, este tem de estar seguro/fixo na prótese para ser utilizado de maneira a que não impeça a utilização do ecrã.

O desafio consiste numa solução económica e prática facilitadora do acesso e uso de um telemóvel só com uma prótese quando está a andar ou em pé sem onde pousar o equipamento. A adaptação também deve facilitar ou não atrapalhar o seu uso em mesa de trabalho.

Para mais informações leia o regulamento do TOM: Leira.

Eventos anteriores

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TOM: São Paulo 2015

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